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Psicóloga Célia AraújoCRP 09/013212

Autoestima

Terapia para autoestima

Autoestima não é gostar de tudo em si mesma. É conseguir se avaliar de forma justa, reconhecendo limites sem transformá-los em veredito sobre quem você é.

Quando a autoestima está fragilizada, o problema raramente é falta de conquistas. É que as conquistas não contam. Elas são explicadas como sorte, como acaso, como "qualquer um teria feito". Enquanto isso, cada falha é registrada como confirmação de algo que você já suspeitava sobre si.

Sinais

Como isso costuma aparecer

Reconhecer-se em alguns itens não é diagnóstico. É um ponto de partida para uma conversa.

  • Uma voz interna que comenta o que você faz, quase sempre com severidade.

  • Dificuldade de receber elogios sem desqualificá-los.

  • Comparação constante com outras pessoas, sempre em desvantagem.

  • Adiar oportunidades por não se sentir pronta ou boa o suficiente.

  • Pedir desculpas por coisas que não exigiam desculpa.

  • Precisar de validação externa para se sentir minimamente segura.

  • Sentir que precisa fazer muito para merecer um lugar que já é seu.

A abordagem

Como a TCC trabalha essa questão

Na TCC, autoestima não é tratada como um sentimento a ser aumentado por afirmações positivas, o que raramente funciona, porque a mente rejeita afirmações em que não acredita. Ela é tratada como um conjunto de avaliações sobre si, e avaliações podem ser examinadas.

O primeiro movimento é tornar a autocrítica audível. Muita gente convive com ela há tanto tempo que já não a percebe como uma voz, apenas como a verdade. Nomear o que essa voz diz, em que situações aparece e com que palavras é o começo do trabalho.

Em seguida aplicamos algo simples e desconfortável: pedir evidências. Se o pensamento afirma "eu estraguei tudo", quais são os fatos a favor? E os fatos contra? Que outra leitura daria conta dos mesmos dados? Esse exame repetido não substitui uma crença negativa por uma positiva. Substitui uma conclusão automática por uma avaliação mais precisa.

Paralelamente trabalhamos comportamento: retomar atividades que geram senso de competência, praticar receber sem se desmerecer, permitir-se ocupar espaço. A autoestima se sustenta menos no que pensamos sobre nós e mais no que nos permitimos fazer.

Conversar sobre isso

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Dúvidas

Sobre autoestima

Não são a mesma coisa, embora frequentemente apareçam juntas. A avaliação disso faz parte do início do processo terapêutico, e sempre em conjunto com você.

Começar costuma ser a parte mais difícil.

Você não precisa chegar com tudo organizado, nem saber explicar o que está sentindo. Basta querer entender. Podemos começar com uma conversa.

Sem compromisso. Respondo pessoalmente.